A IMAGEM, A ESCRITA E A VIVÊNCIA CONTEMPORÂNEA

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  • A crise

    As correntes da História

    Corria o ano de 1455 da era cristã quando o Papa Nicolau V através da bula “Dum Diversas” concedia a D. Afonso V de Portugal “permissão plena e livre para invadir, buscar, capturar e subjugar sarracenos e pagãos e outros infiéis e inimigos de Cristo onde quer que se encontrem, assim como os seus reinos, ducados, condados, principados, e outros bens […] e para reduzir as suas pessoas à escravidão perpétua”. Nada de novo! Aqui deste lado do Atlântico, desde que existem dois seres humanos no mesmo espaço, um tenta subjugar o outro e, portanto, a escravatura no século XV já é uma prática milenar. Desta vez com o apoio…

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  • A crise

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  • A crise

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  • A crise

    Valores

    A complexidade entre o certo e o errado é um tema que envolve não apenas questões éticas e morais, mas também fatores culturais, sociais, psicológicos e históricos. O que é considerado certo ou errado numa sociedade pode variar ao longo do tempo de acordo com as mudanças nas normas e valores culturais e pode ser influenciado por fatores como a religião, a política, a economia e as relações de poder. Podem ainda existir influências ao nível dos grupos de referência ou pela pressão social. É importante que cada pessoa seja capaz de tomar as suas próprias decisões éticas e morais, baseadas em valores pessoais e numa reflexão crítica sobre as…

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  • A crise

    Ambiental

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  • A State of Mind

    Dar e tirar

    Bateram quatro fortes pancadas na porta. A força de cada uma fez vibrar cada objeto que se encontrava no interior da casa. António levantou-se da cama, olhou para o relógio que trazia no pulso reparando que pouco passava das quatro da manhã. – Arminda… bateram à porta, deve ser para ti. – Vai lá ver quem é, homem de Deus… – resmungou a senhora. – Vai lá tu que eu não sou a parteira! – Quem é o homem da casa? Vê lá se queres que lá vá de saiote… – Mas podes vir comigo, não? Dizem que anda para aí tanta ladroagem, ainda na outra semana entraram numa casa…

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  • A State of Mind

    Último dia

    Finalmente sessenta e cinco anos. Nogueira sonhou toda a vida com o dia do seu sexagésimo quinto aniversário, finalmente poderia ir gozar a merecida reforma. Cinquenta anos de trabalho, sempre a serralheiro, sempre a lidar com soldas e limalhas, conhecia a rebarbadeira e a máquina de soldar como ninguém.  Eram as suas meninas, porém queria descanso e também dar-lhes descanso, estava farto de trabalhar. Foram muitos anos a fazer portões. Agora podia finalmente pensar em si, estava feliz era o último dia de trabalho, ou seja, que ia à fábrica deixar a bata e a chave do cacifo. Nogueira sentia-se aliviado. Sentia que tinha cumprido a sua obrigação e agora,…

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  • A State of Mind

    Carta ao doutor

    Senhor doutor estou a escrever-lhe para lhe contar o meu grande segredo. Sei que nunca vai ler esta carta, porque eu nunca lha vou entregar, mas preciso de contar-lhe isto senão um dia ainda rebento. Tenho uma dor muito forte. Não uma dor daquelas que o doutor me escuta ou manda fazer uns exames e sabe logo o que tenho, é uma dor por dentro, uma dor daquelas que dói muito no coração. De certeza que o doutor sabe porque deve já ter-lhe doído também. O doutor é meu amigo, brinca comigo e assim, mas eu queria outras brincadeiras. Sei que nunca reparou em mim como uma pessoa, ou melhor,…

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  • A State of Mind

    Tem que acontecer

    Matias começou a sua distribuição diária. O bairro era pacato, habitantes de classe média alta, alguns mesmo muito alta. Pessoas simpáticas que sempre que o viam lhe davam os bons dias. Em manhã de sorte vinham mesmo acompanhados de uma moeda ou, se fosse a dona da casa, de um bolo. À vista desarmada percebia-se que aquela gente era de bem, era o bairro perfeito para se viver. À medida que ia pedalando, Matias sonhava ganhar dinheiro para poder comprar uma casa naquele bairro, ou mesmo quem sabe “engatar” ali uma moça que morresse de encantos por ele e… A vida de ardina não era fácil. Levantava-se diariamente às sete…

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  • A State of Mind

    Tu fazes-me tanta falta…

    Irene já se encontrava sentada na sua pedra. Passaram-se quase dois anos desde a tragédia do desabamento nas minas do Pejão, mas a mulher quase todos os dias, à mesma hora, estava ali não se sabia muito bem a fazer o quê, a falar com quem ou mesmo a rezar. Sentada em frente ao portão que dava acesso à boca da mina, esperava até às seis da tarde onde tantas vezes esperou o marido, sobretudo quando este saía de madrugada sem guarda-chuva. Jerónimo só conheceu uma entidade patronal. Começou a trabalhar com doze anos de idade, acabou por falecer com trinta e seis, passando portanto dois terços da sua vida…

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