A IMAGEM, A ESCRITA E A VIVÊNCIA CONTEMPORÂNEA

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  • Fragmentos do que sou

    A viagem depressa envelhece

    A viagem depressa envelhece Uma criança amanhece ancorada numa bagagem de correias herdadas  subtilmente desmanchadas mas que acorrentam o horizonte  apenas vislumbrado no seu sonhar. A viagem depressa envelhece o seu olhar que entorpecido não alcança a madrugada da partida ou da chegada e está a fazer-se tarde cada vez mais tarde. Fotografia: Sérgio Moreira Texto: Margarida Oliveira

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  • Fragmentos da desigualdade,  Fragmentos de esperança

    – “Querida, queres casar comigo?” -“Pequena, vais casar comigo!”

    É de se celebrar a Lei n.º 93/2017, de 23 de agosto, que estabelece o regime jurídico para prevenir, proibir e combater qualquer forma de discriminação em razão da origem racial e étnica, cor, nacionalidade, ascendência e território de origem. Há que proteger as minorias étnicas, contra a discriminação e o preconceito.  Não abdico do parágrafo anterior no que diz respeito aos meus valores e à minha formação como ser humano.  Dito isto, não aceito um Estado que faça vista grossa à violação de Direitos Humanos no seio destas minorias étnicas com receio de ser conotado de racista ou xenófobo. Não admito que um Estado que se orienta por um…

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  • Fragmentos de resistência

    Sorriso traído

    Sorriso traído As trevas irromperam a galopedo meu fiel escudeiroque manchou de dora minha aurora primaveril. Pai, como ousaste trairo meu amor pueril?Como ousaste ensanguentara minha translúcida esperança?Como ousaste assassinara minha promessa de futuro? Que vergonha é estaque escorre o meu horizonte?Que memória é estaque amortalha o meu sorriso?Que vazio é esteque fura o meu olhar perfumado de sonhos? Pai? Fotografia: Sérgio Moreira Texto: Margarida Oliveira

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  • Mitos

    Gaiola de Giestas

    Gaiola de Giestas A avó varria as agrurasde uma vida ensimesmada,com giestas aos molhosamarradas contra o medoque escorria, assustado,pelos olhos caladosde crianças aprisionadasem gaiolas quase douradas. Mas a primavera, teimosa,insistia e lançava sonhospara o futuro…E brotavam maias e mais maiasque ondulavam o sol quevivo e quente,corria pelas encostas. Mas o fogo da tradiçãocedo ou tardecegava os sonhos acorrentando-os aos molhoscom que a avó varria, varria,a vida. Fotografia: Sérgio MoreiraPoema: Margarida Oliveira

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    A chuva não consegue parar as crianças

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    Sombras – apresentação do projeto

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  • Sombras

    Sonho a preto e branco

    Sonho a preto e branco A preto e branco  me desenham a sombra, esculpindo um futuro  de sonhos embaciados. Assim amarram a minha altura ancorando-me em terra sem asas que olhem o céu.  Vergada sob o peso de escolhas viciadas rastejo de um passado que não recordo  para um futuro  que não sonho! Texto: Margarida Oliveira Fotografia: Sérgio Moreira

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  • Fragmentos,  Fragmentos de resistência

    Dunas

    Pela objetiva da minha velha companheira observo um equilíbrio frágil entre areia, água, vento e vegetação. A natureza, como sempre, lá encontrou uma forma de resolver os seus problemas e de seguir em frente. Por vezes, como vemos na imagem, a barreira natural pode ser extremamente frágil e ser incapaz de travar a erosão deixando as dunas vulneráveis e à mercê de ventos e marés. Perante esta imagem, lembro-me da Rafaela, professora de português e colega de trabalho, que apenas há uns dias atrás, me contou uma história que relata bem as fragilidades da condição humana e que me faz olhar para estes pequenos fragmentos de vegetação e assemelhá-los aos…

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  • Fragmentos da natureza

    A travessia

    Fotografia: Sérgio Moreira

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  • Fragmentos de resistência

    Manto sagrado

    Fotografia: Sérgio Moreira

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  • Fragmentos da natureza

    Sentinelas

    Fotografia: Sérgio Moreira

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  • Fragmentos de resistência

    Sob o céu aberto

    Fotografia: Sérgio Moreira

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